A área da saúde lida diariamente com dados sensíveis de pacientes, o tipo de informação mais protegido pela LGPD (Lei nº 13.709/2018). Para clínicas, consultórios e profissionais que utilizam estratégias de marketing digital, é essencial conciliar performance com segurança jurídica.
Neste artigo, você vai entender:
• O que a LGPD exige da área médica
• Como o marketing pode (e deve) se adaptar
• Boas práticas que evitam sanções e fortalecem a confiança
O que a LGPD determina para a saúde?
A LGPD classifica como “dados sensíveis” qualquer informação sobre saúde física, mental, exames, diagnósticos ou tratamentos. O tratamento desses dados exige base legal clara, consentimento expresso e finalidades específicas.
No marketing digital, isso afeta:
• Formulários de contato e agendamento
• Campanhas de e-mail marketing
• Remarketing e segmentações avançadas
• Páginas de captura e landing pages
O risco de ignorar a lei
Além de multas que podem chegar a R$ 50 milhões por infração, o descuido com a privacidade de dados compromete o principal ativo do profissional da saúde: a confiança do paciente.
Exemplos de risco:
• Usar dados de WhatsApp sem consentimento explícito
• Coletar nome, e-mail e sintomas sem deixar claro o motivo
• Compartilhar prontuários em sistemas sem criptografia ou backup seguro
Como fazer marketing médico dentro da LGPD?
1. Tenha uma política de privacidade clara
Sites e páginas devem informar o que será feito com os dados coletados e como o paciente pode revogar o consentimento.
2. Solicite consentimento de forma ativa
Nada de checkboxes pré-marcados. O paciente precisa entender e aceitar o uso dos dados de forma livre e informada.
3. Use plataformas seguras e profissionais
Automação de e-mail, CRM, hospedagem de sites e armazenamento devem seguir critérios de compliance com LGPD.
4. Adapte suas campanhasÉ possível usar estratégias de tráfego pago, CRM e automação sem violar a lei. Basta coletar somente o necessário e respeitar o ciclo de vida dos dados.
Vantagem competitiva: segurança e autoridade
Empresas de saúde que adotam boas práticas de LGPD não apenas evitam multas, mas transmitem ética, profissionalismo e seriedade. Isso gera mais confiança e aumenta as taxas de conversão em campanhas.
FAQ – LGPD no Marketing Médico
1. Preciso ter política de privacidade no meu site?
Sim, é obrigatório. A ausência pode gerar sanções e afetar a credibilidade.
2. Posso fazer remarketing com base em dados do WhatsApp?
Não, a menos que haja consentimento expresso e finalidades específicas previstas.
3. O que é necessário para usar automação de e-mail marketing?
Consentimento ativo, opção de descadastramento e segurança no armazenamento dos dados.
4. Campanhas no Google Ads precisam se adequar?
Sim. É necessário garantir que os dados coletados nas landing pages sigam os princípios da LGPD.
5. Posso divulgar depoimentos de pacientes?
Somente com autorização documentada e sem expor dados sensíveis ou imagens que identifiquem a pessoa sem consentimento.


